quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Óleo de Lorenzo



Eis um filme espetacular!

Oscar 1993 (EUA) Indicado nas categorias de Melhor Atriz (Susan Sarandon) e Melhor Roteiro Original. Globo de Ouro 1993, Indicado na categoria de Melhor Atriz - Drama (Susan Sarandon). Lorenzo levava uma vida normal até que aparecem diversos problemas de ordem mental, que são diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara e que provoca incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em pouco tempo. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para a doença . Começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença. O Óleo de Lorenzo é uma história verídica, de Lorenzo Odone, que aos oito anos começou a demonstrar os sintomas de rara doença genética e incurável, a adrenoleucodistrofia (ALD). Quando seus pais foram informados deste terrível diagnóstico do filho único, não se conformaram e iniciaram uma batalha científica para melhor entender o inimigo invisível que ia destruindo o cérebro de Lorenzo, deixando-o cego, surdo, paralítico, incapaz de engolir e de se comunicar. Diante do inesperado desengano dos médicos, eles decidiram estudar livros de medicina e os poucos artigos científicos da época. Tudo que pudesse ajudar na compreensão da ação desta doença e assim poder discutir com os médicos a melhor forma de tratamento para amenizar os sintomas de Lorenzo. Os pais de Lorenzo sem aceitar passivamente o diagnóstico passaram a se dedicar ao estudo dos mecanismos básicos celulares, buscando aprender e entender como as células do organismo funcionam. Passavam dias e noites em bibliotecas, mergulhados em livros numa época em que computadores pessoais e Internet praticamente não existiam. Quando eles acreditavam que haviam encontrado alguma informação relevante, procuravam médicos e professores dos cursos de medicina e discutiam com eles suas idéias, sempre buscando encontrar uma forma de tratamento que minimizasse o sofrimento de Lorenzo. As dificuldades encontradas foram enormes, desde preconceitos de profissionais por serem eles leigos em Bioquímica e Medicina; à impossibilidade de realização de testes em humanos, de tratamentos ainda não autorizados pelo FDA (Food and Drug Administration – Órgão que fiscaliza a saúde nos Estados Unidos). Uma luta intensa para encontrar parceiros químicos com competência para produzir a fórmula dos óleos que eles acreditavam que pudessem curar Lorenzo. A ALD se caracteriza pelo acúmulo de ácidos graxos saturados de cadeia longa (principalmente ácidos com 24 e 26 carbonos) na maioria das células do organismo afetado, mas principalmente nas células do cérebro, levando à destruição da bainha de mielina, que protege determinados neurônios. Sem a mielina, eles perdem a capacidade de transmitir corretamente os estímulos nervosos que fazem o cérebro funcionar normalmente e aí surgem os sintomas neurológicos da doença. O óleo de Lorenzo é uma mistura de dois ácidos graxos insaturados, o ácido oléico (C18:1) e ácido erúcico (C20:1), cujo metabolismo se sobrepõe ao dos saturados, evitando assim o seu acúmulo. Para chegar a isso, os pais de Lorenzo estudaram os resultados de muitas pesquisas na época, inclusive feitas em animais. Eles sabiam, por exemplo, que o óleo é tóxico para ratos, levando-os à morte, mas tiveram a coragem de ministrar em seu filho e mostrar ao mundo que o óleo é inofensivo aos humanos e que podia reverter e principalmente evitar os efeitos catastróficos da ALD. A família ainda enfrenta dificuldades com o FDA, que até hoje não autorizou o uso em humanos. O óleo é hoje produzido por uma companhia inglesa, e o Sr. Odone não recebe nenhuma porcentagem das vendas .


Augusto Odone recebeu um diploma honorário de medicina por suas contribuições na área da pesquisa. Atualmente, é o presidente da "The Myelin Project", uma fundação sem fins lucrativos incentiva pesquisa para adrenoleucodistrofia.

Michaela, sua esposa, faleceu de cancer, em 12 de junho de 2000, em Fairfax, onde morava com Augusto, Lorenzo e Omuri.

Lorenzo Odone morreu em Fairfax, VA, um dia após seu 30º aniversário.

Apesar de Augusto Odone ter desenvolvido toda a pesquisa e de ter desvendado o mecanismo bioquímico responsável pela adrenoleucodistrofia, até hoje tem que pagar pelo "Óleo de Lorenzo", que custa a bagatela de US$ 56 a garrafa de 500 ml, e que só pode ser prescrito por médicos autorizados por Kennedy Krieger.

O custo do óleo é de US$ 350,00.


Fotos reais









terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Bom dia!!!


Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...



(Gonzaguinha/O Que É, O Que É?)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Amizade... Tempo...

Recebi um email de uma amiga da minha ex faculdade.
Fazia tempo que não falava com ela, e me bateu uma saudade... Nossa!
Lembro do 1° vez que a vi. Entrei na sala no 1° dia de aula, e logo bati o olho nela. Sem explicação pensei: 'com certeza seremos amigas'.
E não foi diferente.
Queria tanto que fôssemos mais presentes na vida uma da outra...
Mas amizade não é se ver todo dia, ir p/ night. Amizade é um sentimento. Não importa a distancia nem o tempo.
Na internet tem muitas definições de amizade. Escolhi 'Loucos e Santos', cuja a autoria não é de Oscar Wilde como muitos dizem, mas de Marcos Lara Resende :


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade
sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto,
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um recomeço

Não estou aqui para fazer você acreditar no Obama.
Eu não acredito que ele seja o salvador. Acredito sim que seja um recomeço.
Você entende o que significa um Presidente negro nos Estados Unidos? Sabe o grau de racismo naquele lugar?
Você acha que no Brasil tem racismo?
Tem pra caralho. Mas lá... É bizarro!

Momento cultura:

Racismo nos Estados Unidos da América

Nos Estados Unidos da América, o racismo chega a extremos contra os negros, índios, asiáticos e latino-americanos, em especial no sul do país. Até 1965, existiam leis, como as chamadas leis de Jim Crow, que negavam aos cidadãos não-brancos toda uma série de direitos. Além disso, muitos negros foram linchados e queimados vivos sem julgamento, sem que os autores destes assassinatos fossem punidos, principalmente pelos membros de uma organização, a Ku Klux Klan, que defendia a “supremacia branca”. Essa organização-seita ainda existe naquele país, alegadamente para defender a liberdade de expressão e liberdade de ofensa daquele grupo social.

Estes factos levaram a movimentos racistas por parte dos negros, como o "Black Power" (em português, “Poder Negro”) e a organização "Nation of Islam", a que pertenceu Malcolm X, e o reaparecimento de movimentos intitulados de sociedades secretas asiáticas na Ásia.



O que é racisto?

O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros.


Ou seja BURRICE!

Como disse Gabriel o pensador:

'O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar'


Eu não quero que você acredite no Obama, só quero que você nunca perca a esperança...

Minha esperança é imortal

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!


(Só de sacanagem/Elisa Lucinda)



Yes We Can

Parte 1




Parte 2





Video Produzido por Will.I.Am do Black Eyed Peas, baseado no discurdo "YES WE CAN" de Barrack Obama


Discurso de posse de Obama em 20 de janeiro de 2009

Meus prezados concidadãos:

Eu me apresento aqui hoje com humildade pela tarefa diante de nós, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Eu agradeço ao presidente Bush por seu serviço a nossa Nação, assim como pela generosidade e cooperação que demonstrou durante essa transição.

Quarenta e quatro americanos prestaram o juramento presidencial. Palavras pronunciadas durante ondas de prosperidade e as águas plácidas da paz. Mas, às vezes, o juramento é feito em meio a nuvens pesadas e violentas tempestades. Nesses momentos, a América seguiu adiante não apenas pela habilidade ou visão daqueles no poder, mas por causa de nós, o povo, que permanecemos fiéis aos ideais de nossos fundadores, e fiéis aos nossos documentos de fundação.

E assim tem sido. E assim deve ser com essa geração de americanos. Que estamos no meio de uma crise, isso está entendido. Nossa nação está em guerra contra uma rede extensa de violência e ódio. Nossa economia está enfraquecida em consequência da ambição e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também por nossa falha coletiva ao fazer as escolhas necessárias para nos preparar para uma nova era. Lares foram perdidos; trabalhos, defeitos; negócios, fechados. Nosso sistema de saúde é muito caro; nossas escolhas têm problemas; e cada dia há mais evidências de que a forma com que usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.

Esses são os indicadores de uma crise, objeto de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo é o esgotamento da confiança através de nossa terra - o medo de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve abaixar seu olhar.

Hoje eu digo a vocês que os desafios que temos pela frente são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão vencidos facilmente ou num curto espaço de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão vencidos.

Hoje, nós nos reunimos porque escolhemos a esperança em detrimento do medo, um objetivo comum em detrimento do conflito e da discórdia.

Hoje, nós vamos proclamar o fim das queixas mesquinhas e das promessas falsas, de recriminações e dogmas velhos, que por tempo demais estrangularam nossa política.

Nós continuamos uma nação jovem, mas, citando as Escrituras, "chegou o momento de deixar de lado as coisas pueris". Chegou o momento de reafirmar nosso espírito duradouro; de escolher nossa melhor história, de levar este precioso dom, esta nobre idéia, passada de geração para geração: a promessa divina de que somos todos iguais, somos todos livres, e merecemos todos uma chance de buscar a felicidade total.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, nós entendemos que a grandeza jamais é dada. Ela precisa ser conquistada. Nossa jornada nunca foi de atalhos ou falta de esforço. Não foi um caminho para os corações fracos, para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou para aqueles que buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Ao contrário, foi o caminho daqueles que se arriscam, dos que fazem, dos que constróem as coisas - alguns, celebrados, mas, com mais freqüência, homens e mulheres ocultos em seus trabalhos, que nos carregaram por todo o longo e difícil caminho em direção à properidade e à liberdade.

Por nós, eles fizeram a mala com suas poucas posses terrenas e cruzaram os oceanos em busca de uma nova vida.

Por nós, eles trabalharam arduamente e colonizaram o oeste; suportaram a correia do chicote e araram a terra dura.

Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sanh.

Continuamente, esses homens e mulheres se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos criassem calos, para que pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América maior do que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de berço ou riqueza ou facção.

Esta é a jornada que continuamos hoje. Continuamos a ser a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que eram quando essa crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece a mesma. Mas o tempo de ficarmos apáticos, de protegermos interesses pequenos e dissimularmos decisões desagradáveis - este tempo certamente passou. Começando hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira, e começar de novo o trabalho de refazer a América.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Turma da Monica Jovem

Pois é, a tão esperada por muitos chegou! Já esta na 4ª edição.
No estilo Mangá, é preta e branca, mas não se lê de traz pra frente como no Mangá.
Eu amei. Sempre fui amante da turma da Mônica. Dizem que sou parecida com ela, na forma antiga, a infantil. Eu concordo. rsrs
Essa versão jovem eu já não sei se há semelhança.
hehehehe

Eu tenho até a quarta edição no Álbum da web do Picasa.


Turma da monica jovem n°0


Turma da monica jovem n° 1


Turma da monica jovem n° 2


Turma da monica jovem n° 3


Turma da monica jovem n° 4



:)


Bjos

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Arnaldo Jabour 27-10-2008 - esculachando a eleição no RIO

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eleições 2008 - VERGONHA

Gabeira é saudado nas ruas, fala em 'uso
grave da máquina' e levanta suspeita de caixa dois na campanha de Paes





Publicada em 27/10/2008 às 23h49m
Ludmilla de Lima


RIO - Um dia após sua derrota nas urna s, Fernando Gabeira (PV) foi recebido como vitorioso por eleitores nas ruas de Ipanema. Quem o viu passar nesta segunda-feira a caminho de casa, na Rua Alberto de Campos, depois de nadar na piscina do Flamengo e almoçar no restaurante Gula Gula, talvez se lembrasse de cena semelhante quatro meses atrás: Gabeira à vontade, de chinelos, bermuda e camisa da Charanga do Flamengo, carregando nas costas a prancha da natação, abraçado com as filhas, Tami e Maya. Mas a passagem do deputado verde - que conquistou 70% dos votos da Zona Sul - foi acompanhada de gritos com seu nome, aplausos, pessoas cantando o jingle da campanha e declarações como "nós te amamos", gritada pela passageira de um táxi.

Em frente ao restaurante, na Rua Henrique Dumont, em Ipanema, feirantes fizeram festa, batendo palmas para o deputado. Na Escola Municipal Henrique Dodsworth, na Avenida Epitácio Pessoa - próximo de onde o carro de Tami estava estacionado -, alunos e professores ocuparam as várias janelas para ver Gabeira: acenavam e repetiam aos berros o seu nome. Motoristas buzinavam para o deputado, que foi abordado também por um flanelinha.

Gabeira denuncia compra de votos

Apesar da aparente tranqüilidade, a derrota apertada parece continuar presa na garganta de Gabeira. Segundo ele, o feriadão dado pelo governador Sérgio Cabral para o funcionalismo público e o uso da máquina atrapalharam a sua campanha na reta final:

- Além da questão do feriado, houve uso da máquina de uma forma muito grave. Eu fico muito preocupado com esse negócio do programa Segundo Tempo (do governo federal). Foram achados no comitê do Eduardo Paes vários kits de alimentação do programa, que prolonga a presença das crianças na escola e garante um lanche. Esse lanche que era para as crianças foi usado na campanha.

Gabeira afirmou ainda que houve compra de votos, por R$ 50, e distribuição de cestas básicas na Rocinha. O deputado levantou suspeita de existência de caixa dois na campanha de Paes. Segundo Gabeira, na sua campanha foram gastos R$ 4,5 milhões.



- Eu ainda não vi a prestação de contas dele (Paes), mas eu suponho que a nossa campanha tenha sido infinitamente mais barata. E, depois, nós não fazemos caixa dois; eu não sei se eles fizeram. Isso vai ficar evidente pela prestação de contas. Se a prestação revelar uma quantia muito inferior ao visto, vamos ficar preocupados - disse, acrescentando que o dinheiro gasto com panfletos apócrifos não foi computado. - Elementos como a máquina do estado você nunca calcula, porque não é computado. Por exemplo: aqueles panfletos clandestinos não são computados. Eles foram produzidos pelo PT, e a ala socialista do PT já demonstrou que não consta das contas do PT. De onde vem esse dinheiro?

Perguntado se poderia fazer algo diante das denúncias, Gabeira foi lacônico:

- Vou esperar o TRE avaliar. A gente procurou demonstrar (as irregularidades), mas o Brasil é muito conformado com essas coisas.

Gabeira: 'Vou trabalhar pelo Rio, mas agora de chinelo e bermuda'

Gabeira tirou o dia para dar atenção à filha Maya, surfista, que embarca nesta terça para o Havaí. Logo cedo, no Clube do Flamengo, aproveitou para se benzer na capela de São Judas Tadeu, cujo dia é comemorado nesta terça. Gabeira acompanhou a cerimônia religiosa dedicada ao santo na primeira fila, ao lado do presidente do clube, Márcio Braga.

" Se a vida te empurra para uma candidatura, você vai. Se não, você continua vivendo "


Ainda no Flamengo, alguns sócios saudaram o deputado com um "vamos lá, senador". Mas, sobre o futuro político, o verde fala como se não desse muita bola para 2010 neste momento:

- A minha política é sempre esta: viver a vida. Se a vida te empurra para uma candidatura, você vai. Se não, você continua vivendo - disse Gabeira, que agora planeja uma viagem de pelo menos dois dias com a mulher, Neila Tavares, para descansar.

Mas uma coisa é certa, segundo ele: seu mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília, será mais dedicado à cidade do Rio e a seus problemas práticos, como a dengue.

- Eu vou ajudar a cidade, vou dedicar meu mandato ao Rio. Vou trabalhar muito pelo Rio. Mas, agora, de novo de chinelo e bermuda.




http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2008/mat/2008/10/27/gabeira_saudado_nas_ruas_fala_em_uso_grave_da_maquina_levanta_suspeita_de_caixa_dois_na_campanha_de_paes-586152275.asp


Em balanço final, juiz do TRE-RJ diz que tráfico e panfletos anônimos marcaram eleições


Diana Brito
Especial para o UOL
Do Rio de Janeiro


Milícias, tráfico e panfletos anônimos marcaram estas eleições municipais de 2008 no Rio de Janeiro, segundo o juiz Luiz Márcio Pereira, coordenador da fiscalização do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

A pedido do UOL Eleições, ele fez, nesta segunda-feira (27) um "balanço final" dos principais fatos dessa campanha. O juiz afirmou que a investigação sobre os folhetos irregulares contra Fernando Gabeira (PV), um dos temas que dominou o segundo turno, pode levar à impugnação do mandato do prefeito eleito, Eduardo Paes (PMDB).

Os panfletos estão em poder do Ministério Público para serem avaliados. As investigações conduzidas pela Justiça Eleitoral pretendem identificar o autor deles.

"O tempo todo nós trabalhamos para tentar identificar os autores dessa campanha baixa, apócrifa, onde não havia possibilidade de defesa daquele que estava sendo agredido. Houve abuso do poder econômico e até mesmo do poder político", disse Luiz Márcio Pereira.

Outro assunto importante na campanha foi a violência e a coerção de eleitores pelas milícias. "O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fez o que foi possível e encaminhou as Tropas Federais para o Rio", disse Pereira.

Uso da máquina pública


No dia das eleições do segundo turno (26), fiscais do TRE apreenderam kits lanche, com os logotipos dos governos estadual e federal em um comitê de Eduardo Paes, em Madureira, na zona norte da cidade. Os kits tinham identificações com as escritas: "lanche" e "segundo tempo". Para o juiz eleitoral Luiz Márcio Pereira, "essa pode ser uma prova de uso da máquina pública".

"Na apreensão tinha material irregular e bolsas plásticas com os logotipos dos governos estadual e federal. Tudo vai ser avaliado pelo Ministério Público Eleitoral", afirmou o coordenador de fiscalização do TRE.

A assessoria de Paes negou que a propaganda ilegal recolhida em Madureira (zona norte) pertença ao candidato e informou que ele tem apenas um comitê que fica no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.

Luiz Márcio Pereira concordou com a assessoria de Paes, mas disse que o comitê é da vereadora eleita Vera Lins (PP), aliada do peemedebista, e "estava sendo usado como base para a campanha de Eduardo Paes na zona norte".

No comitê de Madureira, também foram encontrados panfletos apócrifos com fotos de Fernando Gabeira (PV) e do prefeito Cesar Maia (DEM). Na semana passada, fiscais eleitorais apreenderam os mesmos folhetos, mas com a assinatura do PT, PDT, PC do B e PSB.



http://eleicoes.uol.com.br/2008/ultnot/rio-de-janeiro/2008/10/27/ult6022u454.jhtm

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Relações


O mais importante numa relação, seja ela qual for; namoro, amizade, familiar, o que é importante é estar feliz dentro dela. E é isso que se busca em uma relação humana: a felicidade. Ser e fazer o outro feliz. Se isso não acontece, algo tem que ser feito p/ mudar.
Numa relação familiar, você se esforça e o outro também para aturar defeitos a quem se vê sempre. Não é fácil. Por isso a relação familiar é tão difícil.
Já numa relação de amizade, se é mais flexível que na familiar. Principalmente porque é uma escolha. Você é amigo de alguém porque gosta desse alguém e respeita o outro do jeito que ele é.
A relação amorosa é mais difícil porque é o meio entre a amizade e a família. Você é flexível, mas não tanto quanto na amizade. Se chega bem perto do que você é dentro do circulo familiar. Por isso é tão difícil. Você não olha p/ o outro aceitando plenamente ele como acontece na amizade. Você tenta modificar ele como se faz na família, mas menos.
O amor entra nos 3 tipos de relacionamento. É ele que faz as diferenças parecem não tão importante. É ele q na hora da briga não te faz desistir.
Mas o amor só existe se for recíproco.
Triste, nê?
Antes de conhecer meu namorado, acreditava piamente que o amor não precisava ser recíproco p/ existir. Mas precisa. Se não, não é amor.
Infelizmente.
Infelizmente mesmo, porque olho p/ traz e vejo que tudo que eu achava que sentia por outros homens, não era amor.
A vontade de encontrar aquele alguém é tão grande, que a pessoa que no começo te parece ser maravilhosa, mas que quando começa a entrar a vida real, com os problemas, com as dificuldades, ai você percebe que não é bem isso.
Cada um tem a sua maneira de demonstrar o que sente. Por isso que as AFINIDADES SÃO FUNDAMENTAIS. Um exemplo prático:
O meu melhor amigo não é grudento, não é de ficar de tchu tchu tchu toda hora. Em uma conversa, ele falou uma verdade:
'apesar da gente se amar muito como indivíduos, como namorados nunca íamos dar certo. Você e o Max foram feito um p/ o outro, porque vocês tem afinidades em pontos importantes.'
Não é gostar da mesma comida ou musica, são afinidades em pontos que com outro você jamais daria certo.
Como diz Arthur da Távola:

"Ter afinidade é muito raro, mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade."

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

PF apela à psicologia para algemar


A Polícia Federal recorreu à psicologia para defender o direito ao uso de algemas, prática limitada por súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) de agosto.

Um parecer das psicólogas Miriam Regina Braga e Mariana Neffa Araújo Lage, da Academia Nacional de Polícia, adverte sobre "a impossível missão imposta ao policial" de avaliar em que situação elas devem ou não ser usadas.

As duas argumentam que as pessoas são imprevisíveis em momentos de estresse, como na hora de uma prisão. Com citações a diversos estudos, concluem que "uma padronização de procedimento é a opção mais adequada, tornando o ato de algemar em todas as situações a mais segura para todos envolvidos".

O parecer foi pedido pelo Setor de Ensino Operacional da Academia Nacional de Polícia do Departamento de Polícia Federal.

O trabalho é contestado. Talvane de Moraes, psiquiatra há 45 anos, que lida com a psiquiatria forense no Rio, acha que as duas generalizaram uma situação para defenderem uma tese "consentânea com o local onde trabalham".

Em São Paulo, o também psiquiatra forense Guido Palomba, presidente da Academia Paulista de Medicina, considera "que elas forçaram um pouco a barra dizendo que todo quadro de estresse leva a comportamentos imprevisíveis".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Resposta do CFP à notícia intitulada "PF apela à psicologia para algemar"

Falando Sério: Nenhuma forma de Violência vale a pena

Em matéria intitulada “PF apela à psicologia para algemar” publicada no jornal O Estado de São Paulo de 14 de setembro último, lemos o depoimento de duas psicólogas, pertencentes aos quadros da Polícia Federal, onde afirmam ser justificado o ato de algemar, indiscriminadamente, cidadãos que recebem voz de prisão por agentes da PF. Em que pese o lugar de onde opinam as profissionais- elas próprias parte da corporação policial em pauta- suas idéias e concepções não coincidem com os princípios que orientam hoje o debate da psicologia brasileira em torno do tema da justiça, segurança pública e defesa dos direitos humanos. O Sistema Conselhos de Psicologia ( Conselho Federal e Conselhos Regionais) estão próximos de realizar o II seminário sobre o sistema prisional brasileiro e o papel dos psicólogos. Na pauta ! desse seminário apontamos claramente para a tarefa urgente de tratarmos as políticas criminal, penitenciária e de segurança pública brasileiras como caso de calamidade pública merecendo a preocupação de toda a sociedade. Em nossos cárceres imundos mantemos cerca de meio milhão de seres humanos, preponderantemente jovens e miseráveis, muitos deles sem sentença condenatória e passando por todo tipo de violação de direitos. A violência do Estado, muitas vezes legitimada pela mídia, torna-se recurso natural nas ações de repressão aos atos infracionais.

Ora, algemar sob o argumento de que o estresse torna os sujeitos humanos imprevisíveis é generalizar os fenômenos psicológicos, banalizando sua complexidade. Isso pode acabar por justificar a transformação de uma ação de prevenção em ato de ostentação de força e violência onde o sujeito abordado pode tornar-se vítima de humilhação social. Esse efetivamente não deve ser o papel da PF que tem demonstrado seriedade e cautela nas operações que todos acompanhamos nos últimos tempos. O uso da violência desqualifica sua conduta profissional, perdendo credibilidade social e o respeito dos cidadãos que acreditam nos princípios democráticos.
O Conselho Federal de Psicologia, em sintonia com a campanha das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia, acredita que NENHUMA FORMA DE VIOLÊNCIA VALE A PENA.

Humberto Verona
Presidente do CFP

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Eu tinha um Cão Negro: seu nome era Depressão

Eu tinha um Cão Negro: seu nome era Depressão apresenta uma visão realista mas animadora de como é viver com um companheiro baixo-astral que não larga do seu pé e parece querer enterrar sua vida.
A abordagem de Matthew Johnstone é inspiradora. De maneira tocante e hábil, ele capta o estado de espírito, as dificuldades de relacionamento e as manifestações físicas da depressão clínica.
O Cão Negro pode ser um monstro terrível, mas tirá-lo da penumbra é o primeiro passo na direção da recuperação. Para domar essa fera, é preciso procurar ajuda médica, buscar forças dentro de si mesmo e o apoio da família e dos amigos.
Extremamente bem ilustrado, este livro é necessário a todos aqueles que já se viram às voltas com o Cão Negro ou que conhecem alguém que tenha passado por essa difícil experiência.


Blog do livro e do autor: http://ihadablackdog.blogspot.com/



Reflita


- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir. - respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir. - disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas. - replicou o gato.


(Lewis Carroll)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Jandira Feghali e o Aborto


TORNAR O ABORTO TOTALMENTE LIVRE DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO.


Foi devido à maciça rejeição ao aborto por parte da população que a Deputada Jandira Feghali Pc doB /RJ, a principal aliada do governo Lula no Congresso na luta pela aprovação do substitutivo do PL 1135, querendo eleger-se senadora em 2006, ocultou durante um ano qualquer referência à sua luta que antes disso ela própria qualificava de "histórica" pelo aborto e em vez disso apresentou-se aos eleitores cariocas como defensora da indústria naval no Rio de Janeiro. Acabou perdendo as eleições ao cair subitamente do primeiro para o segundo lugar na preferência do eleitorado quando três semanas antes da votação grupos de voluntários começaram a distribuir ao público em todo o Estado do Rio a informação de que ela havia sido a principal aliada do governo na odisséia do aborto.
Atualmente a Sra. Jandira Feghali é candidata à prefeita do Rio de Janeiro, em coligação com o PHS , partido que em seus Estatutos prevê a luta em defesa da vida desde a concepção, no mínimo incoerente de ambas as partes , ela está situada em segundo lugar na preferência do eleitorado segundo as pesquisas eleitorais. Desta vez, porém outras fontes lembrarão o público a respeito do currículo de Jandira.
Esta é a segunda campanha eleitoral consecutiva em que Jandira Feghali é criticada por suas posições em relação ao tema.


E aí... Vai votar em quem?

Voz

Enganam-se os que dizem que nos ensinaram a falar. O que realmente nos ensinaram foi calar. Calar sentimentos e sensações, medos e emoções. Alguns recuperam a fala na adolescência, protestam e gritam, mas os adultos os silenciam! Depois, poucos recuperam sua voz. Muitos vão pela vida afora silenciosos, carregando dúvidas, receios e sonhos. Se tu és um destes não desanimes, alguém, um dia, por muito amar-te, arrancará do fundo de ti as palavras que te sufocam!


(Erzsebet Mangucci)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi

Quinta, 23 de agosto de 2007.


Querido Didi,


Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta. Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro
solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta,
que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.


Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária. Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.


Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?


Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta
não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é “o cara”. Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele
faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas. No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da
“minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um
mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.


Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família. Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.


Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.


Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir.





http://www.jornalorebate.com/79/DSC00277.jpg Eliane Sinhasique
Jornalista/Radialista e Publicitária
atuante em Rio Branco - Acre há mais de 19 anos.
Repórter especial do Jornal A Gazeta e Apresentadora do programa Toque Retoque da Gazeta FM 93,3

Para que serve uma relação?


Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
'Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil'

Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.

Algumas pessoas mantém relações
para se sentirem integradas na sociedade,
para provarem a sí mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou
por preguiça.

Todos fadados à frustração.
Uma armadilha.

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre,
estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações,
para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa,
principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto,
e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.


(Dráuzio Varela)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mutantes

"A causa da doença é geralmente muito complexa, mas uma coisa é certa: ninguém provou ainda que é necessário adoecer."

"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!"


Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.

A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo - a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.
O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: " Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos."
Você quer saber como esta seu corpo hoje?
Lembre-se do que pensou ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã?
Olhe seus pensamentos hoje!"
Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!"


(Deepak Chopra)



O preço de um filho

Esses dias calcularam o custo para criar um filho, do seu nascimento aos 18 anos. São US$160.140,00 para uma família de classe média. O valor é chocante! E esse valor não cobre a formação escolar.



Mas, se você parcelar, US$160.140,00 não é tão ruim assim. Ele se traduz em:


* US$8.896,66 por ano
* US$741,38 por mês
* US$171,08 por semana
* E meros US$24,24 por dia.
* Cerca de um dólar por hora.


O que você ganha com US$160.140,00?


* Direito de dar nomes. O primeiro, o do meio e o último.
* Olhares de Deus todos os dias.
* Risadinhas debaixo das cobertas todas as noites.
* Mais amor do que seu coração pode suportar.
* Beijos jogados no ar e abraços com velcro.
* Infinitas admirações por pedras, formigas, nuvens e biscoitos.
* Uma mão para segurar, normalmente suja de geléia ou chocolates.
* Um parceiro para fazer bolhas de sabão, soltar pipas.
* Alguém para fazer você rir como bobo, não importa o que seu chefe tenha dito ou como as bolsas se comportaram nesse dia.



Por US$160.140,00 você não precisará crescer nunca. Você deve:


* Ter os dedos sujos de tinta,
* modelar abóboras,
* brincar de esconde-esconde,
* pegar vaga-lumes, e
* nunca parar de acreditar em Papai Noel.


Você terá uma desculpa para…


* Continuar a ler as Aventuras do Ursinho Pooh,
* Assistir desenhos animados ao sábado pela manhã.
* Assistir filmes da Disney, e
* Fazer pedidos a estrelas.



Você recebe molduras de arco-íris, de corações ou flores sob imãs de geladeira ; conjunto de mãos impressas em argila para o Dia das Mães, e cartões com letras viradas para o Dia dos Pais.



Por US$160.140,00, não há outro jeito mais fácil de ficar famoso.



Você é um herói apenas por …


* recuperar uma bola do telhado da garagem,
* retirar as rodinhas da bicicleta,
* remover uma farpa,
* encher uma piscina de plástico,
* fazer bola de chiclete sem estourar e treinar um time de futebol que nunca vence mas sempre recebe sorvete de prêmio.



Você tem lugar na primeira fila da “história” como testemunha …


* Dos primeiros passos,
* Das primeiras palavras,
* Do primeiro sutiã,
* Do primeiro namoro, e
* Da primeira vez atrás do volante de um carro.


Você fica imortal.


Você tem um novo braço na sua árvore genealógica e, se tiver sorte, uma longa lista de membros no seu obituário, chamados netos e bisnetos.



Você recebe formação em psicologia, enfermagem, justiça criminal, comunicação e sexualidade humana que nenhuma faculdade pode lhe dar.


Aos olhos de uma criança, você localiza-se logo abaixo de Deus.


Você tem poder para curar um choro, espantar os monstros que estão debaixo da cama, remendar um coração partido, policiar uma festa sonolenta, cultivá-los sempre e amá-los sem limites. E assim algum dia, eles como você, amarão sem medir os custos.


É um excelente negócio por esse preço!
É o melhor investimento que você fará...