segunda-feira, 29 de junho de 2009

A solidão




Estou de frente com ela. Corri, tentei me esconder, mas eu aceitei o encontro. Ou era agora ou era depois. Preferi lidar com ela agora, para que no próximo encontro eu esteja mais preparada e saiba como lidar com ela.
Ela me assusta. Me traz um desconforto. Fico sem saber o que falar, fico sem saber o que pensar perto dela.
Ela tenta me dizer coisas que não entendo, fala baixo e é muito calma.
Ela encaixota os meus outros sentimentos.. Todos eles. Ela não some com eles, não os muda e nem os estraga. Ela apenas os guarda, p/ que a atenção seja totalmente voltada a ela. Talvez seja esse um dos grandes motivos dela me assustar tanto.
Ela pede silêncio, ela faz silêncio. Eu grito!
Eu choro... de medo... como criança com medo do escuro.
Ela pega a caixa dos meus sentimentos e tira, um por um... Pede p/ eu lidar com ele um de cada vez. Eu afobada, quero todos de volta. Ela nega e me obriga a lidar com alguem que me mete muito mais medo do que ela... Eu mesma...


(Ana Paula Fernandes Ventura)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mulheres que falam demais

Dizem que as mulheres falam demais. Não há o que contestar, falamos pelos cotovelos, nos encontros com as amigas, nas reuniões familiares, ao telefone e nos aniversários, nas mesas de restaurantes e no salão de beleza, falamos. Puxamos conversa com a vizinha no elevador, discutimos o horror que está o preço das coisas, enfim, não ficamos nunca quietas, ao que parece. Mas nem tudo é o que parece. Mulheres gastam palavras à toa, mas economizam suas verdades mais uterinas. O que lhes grita dentro, não sai pela boca nem sussurrado. Não que tenhamos muito a esconder, mas temos muito a proteger: nossas contradições, nossas aflições, aqueles sentimentos todos que não são verbalizáveis. Mulheres calam demais. Calam mais do que homens, talvez por terem muito mais questionamentos, por serem mais ansiosas, por estarem sempre em estado de alerta, calamos o que nos perturba.

Homens são calados porque conseguem lidar melhor com o que lhes vai dentro, não se angustiam tanto, aceitam com mais resignação a vida que lhes foi oferecida ou a vida que conquistaram. Mulheres estão sempre pensando, colecionam interrogações: por que? e se? como seria? Sendo assim, tendo tanto a dizer e não dizendo nem metade do que nos corrói, calamos mais que todos, sim, mesmo falando e falando e falando. Bendito truque: falar para calar. Puxar os mais variados assuntos como meio de preservar o diálogo interior, para não macular nossa conversa com a gente mesmo, que ninguém deve ouvir. Falamos, aqui fora, de moda, novela, política, falamos umas das outras, acusamos e defendemos, falamos, falamos, discutimos as relações todas, com ele, com os pais, com os outros, interrompemos quando alguém opina, concluímos frases que nem são nossas: tudo porque mulheres em silêncio são perigosas. Muito mais do que quando falam. Mulheres em silêncio estão sempre tramando contra si mesmas.


(Martha Medeiros)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar.

Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempr e ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.



(Dizem que a autoria é do Paulo Coelho, e ele negou. Falam também de Fernando
Pessoa, mas sem confirmação. Mas o texto é bom, independente de quem o escreveu.)



terça-feira, 9 de junho de 2009

Abri Os Olhos

Sei
Mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou.

O fato é o ato da procura
E a cura não resiste só
O que era certo
Eu descobri
Nem sempre era o melhor

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar

Não sei afastar
A dor de saber
Que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver
Se pode explicar

Enquanto eu penso
Tanto entendo
Que é mais fácil
Não pensar
O que era certo
Eu aprendi
A sempre questionar

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar


Sei
Mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar


(Composição: Lucas Lima/Tatiana Parra/Otavio)

TPM



(
Mara Diegoli é médica, trabalha no Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas e é coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com Tensão Pré-Menstrual do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo.)


"Tensão pré-menstrual, ou TPM, é um tema que interessa não só às mulheres, mas aos homens, especialmente. Ela se caracteriza por um conjunto de sintomas e sinais que se manifesta um pouco antes da menstruação e desaparece com ela. Se eles persistirem, não se trata da síndrome de TPM, que está diretamente relacionada com a produção dos hormônios femininos.
Do ponto de vista dos hormônios sexuais, os homens são muito mais simples do que as mulheres. Eles fabricam testosterona cuja produção começa a cair inexorável e lentamente a partir dos 20, 30 anos de idade. As transformações que essa queda provoca no humor masculino são, de certa forma, previsíveis e é por isso que as mulheres dizem que os homens são todos iguais.
Com elas, é diferente. A concentração dos hormônios sexuais varia no decorrer do ciclo menstrual. Assim que termina a menstruação, tem início a produção de estrógeno, que atinge seu pico ao redor do 14º dia do ciclo, quando começa a cair e a aumentar a produção de progesterona. O nível desses dois hormônios, porém, praticamente chega a zero durante a menstruação.
Portanto, em cada dia do mês, a mulher tem uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da do dia seguinte. O impacto que isso provoca no humor feminino também oscila de um dia para o outro. Por isso, os homens dizem que as mulheres são difíceis de entender."



segunda-feira, 1 de junho de 2009

O que eu quero

Eu tive que dormir p/ pensar. Pois é, eu tive que sonhar p/ pensar, eu tive que acordar com aquela sensação de peso, de angustia, de querer voltar a dormir pra acordar diferente. Acho que é isso que muitas vezes penso antes de dormir: 'amanha vou acordar diferente'. Muitas vezes acordo pior. Essa sensação de algo inacabado, não 100% terminado acaba comigo. Me desgasta.
Mas o que eu quero? Eu quero ser amada não apenas com palavras, quero ser beijada com paixão todos os encontros, quero ser abraça com carinho todas as vezes que estiver triste, quero ser elogiada todas as manhas, quero receber um sorriso aberto quando for vista de longe, quero escutar sussurros de amor no meu ouvido antes de dormir, quero receber ligações do nada p/ me lembrar que sou querida, quero ligar e perceber o sorriso do outro lado, quero chorar por saudade sabendo que o outro também chora pelo mesmo, quero dar gargalhadas altas, quero andar na rua de mão dada orgulhosa, quero dançar junto ate as 5 da manha, quero ouvir uma musica no radio e receber uma ligação no meio dela com a frase 'to ouvindo a nossa musica', quero amar...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Silvio Santos incentivando um ensino de merda!


Silvio Santos ensina o que NÃO se deve fazer com criança. Maisa pode parecer uma adulta no corpo de uma criança, MAS NÃO É! Silvio Santos bate, agride verbalmente, brinxca de forma nada instrutiva (muito pelo contrario), incentiva a fofoca... Mas a culpa é dele? TAMBÉM! Culpa de quem assiste e dá ibope a isso. Eu faço questão de não assistir. Se vi foi umas 2 vezes e pedaços, porque não aguentei tanta burrice humana junto.

Como dizia Pitágoras: Eduque às crianças e não será necessario castigar aos homens...


Para você que não viu a cena polemica, aonde Silvio Santos faz Maisa chorar assustada de medo do menino fantasiado (dizem que foi tudo combinado. mas nao é essa a questão):





E depois Silvio Santos na semana seguinte a faz chorar novamente relembrando o episodio anterior:




Para quem não acredita que Silvio Santos bate (mesmo que seja um tapinha, mas nem os pais devem fazer isso, imagina ele em REDE NACIONAL). Repare logo no começo que ele dá um tapa na mao dela:




Assistam no "link" abaixo a entrevista do presidente do CEDCA (Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente) a respeito do caso Maisa.

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Caminho da Loucura

Quase todos os seres humanos possuem uma característica típica da esquizofrenia: fazerem continuamente as mesmas coisas e ficar à espera de resultados diferentes.
Todas as pessoas querem vidas melhores, mais saúde, melhores relacionamentos, mais abundância financeira...

Mas... dia após dia fazem exatamente as mesmas coisas! À espera de um milagre. Que nunca irá acontecer! Porque são loucas... Porque acreditam que vão mudar de vida sem mudar. Porque se meditarem o suficiente serão abençoadas com milhares de coisas boas, sem necessidade de mudar o que quer que seja.

Já reparou que à sua volta, na natureza, nada permanece constante? Tudo muda continuamente. E no entanto, você... que quer mudanças na sua vida, está a espera que elas ocorram sem mudar.

Bem vindo à insanidade! A maior parte das pessoas tem um sonho e faz planos para o manifestar e medita. E acredita na Lei da Atração e até é capaz de escrever alguma coisa e esperar que as pessoas à sua volta comecem a mudar...

E nada acontece... Porque a mudança tem que começar dentro de cada um primeiro! Tudo começa com os rótulos que colocamos sobre cada experiência do nosso cotidiano. Qualquer experiência sua é sempre uma aprendizagem.

O "bom" e o "mau" é apenas um rótulo que você decide colocar. Quando sentir que a experiência merece um rótulo "negativo" aprenda, antes de colocar o rótulo, a afirmar algo como "não sei de que forma esta experiência é boa pra mim, MAS É!" Quanto mais negativo for aquilo que tenho pra dizer, mais demoro pra dizer.

É uma técnica ensinada por D. Juan, dissolver a negatividade para dar poder à divindade. Ame cada experiência se quer atrair experiências melhores. E lembre-se que jamais passará por uma experiência "dramática", a menos que esteja preparado/a para ela. "Quem vive no presente com olhos no passado descobrirá que não tem futuro."

"Insanidade é fazer repetidamente as mesmas coisas e esperar resultados diferentes." Pare de se queixar para que esse tema se dissolva. Agradeça mais! Reclame menos! Em tudo que fazes, lembra-te: O UNIVERSO NÃO É ESTÚPIDO!

terça-feira, 12 de maio de 2009

O Tempo


O Tempo
(Igor Chiesse)


O tempo não pode parar
A nossas rotinas jamais possuem um cessar
Nem ao menos com a nossa modesta morte
Pois alguém nos rouba o tempo em outro lugar
O que seria o sinal de temporalidade?
Algo fulminante que não escolhe idade
Nascemos e crescemos
Envelhecemos e morremos
O ciclo não pode parar
Os olhos não permitem chorar
Pois o tempo veio e me transformara
Em alguém que jamais sonhara
O que será do tempo se o mundo acabar?
Respostas não sei , mas o tempo
Não possui um cessar...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dia Internacional de Combate à Homofobia, 17 de maio na Praia de Ipanema



No dia em que o mundo inteiro comemorará a retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças pela OMS (17 de maio), o Rio de Janeiro realizará sua caminhada solene pelo Dia Mundial de Combate à Homofobia e pela paz. O 17 de maio fluminense será marcado por um ato pacifista, que contará com cerca de 3.000 flores que formarão a bandeira do Brasil, em memória dos assassinatos cometidos em decorrência de orientação sexual e identidade de gênero. A marcha terá a presença de diversas personalidades, como o Ministro Carlos Minc, e representantes de direitos humanos. Ela se dará na Praia de Ipanema, com início na Rua Vinícius de Moraes (concentração ás 15h) e fim na Farme de Amoedo, quando será formada a bandeira brasileira de flores. A boate 1140 (Praça Seca) será o cenário da festa que marcará o fim da manifestação.

domingo, 10 de maio de 2009


Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter.
Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje. Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina. E vice-versa.
Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos.
Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil... e choro também!

(Tati Bernardi)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Olhe para os dois lados


Gastei um tempo pensando em como começar a expressar o que eu estou passando. Procurei músicas, poemas, cronicas, textos... Alguns até chegam perto, mas ainda não era aquilo...
Resolvi escrever eu então. E começo com uma conversa interna: 'O que você quer?'
Pergunta chave.
Na maioria das vezes a minha decisão era baseada no outro, no que o outro queria, no que ele não queria, no que ele sentia e no que ele não sentia. Tomar uma decisão independente era a única coisa que eu não fazia. E sempre dava errado. Sempre sofria mais por isso. Nunca sabia exatamente o porque.
Parei, pensei, pensei mais, pensei mais um pouco, pensei mais ainda... Chorei. Enxuguei as lágrimas, pensei mais um pouco, e decidi. Olhei para dentro, porque olhar para fora não era mais a solução.
Gastei tempo demais olhando para o outro e esquecendo que era p/ mim que eu tinha que olhar.
Achava que se eu olhasse para mim ia deixar de olhar para o outro, e quando na verdade, eu me perdia olhando para um lado só. É como atravessar a rua... olhe para os dois lados...

Cuidado! Não pare no meio da rua! Continue andando...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Autoestima e a Síndrome dos Três Porquinhos



Auto-estima é um assunto tão falado hoje em dia que chega a encher o saco. Dá vontade de dar um peteleco nas pessoas que viram do nada pra você e dizem: “Você precisa se gostar, ter uma auto-estima alta!”. Bom, a ouvinte, que já se acha um pano de prato ambulante, certamente tem vontade de se enfiar mesmo debaixo da pia, afinal parece tão simples se gostar e ela não consegue. Parece que é tão fácil quanto apalpar um mamão na feira ou comprar um moletom do Mickey, na Disneylândia. Mas, não é! Se gostar, enquanto a maré inteira tenta te convencer de que você não é magra o suficiente, não é linda o suficiente, não é sexy o suficiente, não é bem sucedida o suficiente... é dose! É como remar dentro de um caiaque no meio do tsunami. Na minha opinião, auto-estima é um negócio que se constrói de pouquinho, tijolo por tijolo... Não de uma vez só, na porrada.
Gosto de comparar a auto-estima à fábula dos Três Porquinhos. Às vezes, encontro mulheres com a auto-estima como a casa de palha de Cícero, o porquinho preguiçoso, completamente frágeis e, mesmo assim, arrastando trens por homens que, num simples sopro, as destroem em pedacinhos. Também encontro mulheres como a casa de madeira do porquinho Heitor, com a auto-estima média, um pouco de insegurança, um pouco de firmeza, mas mesmo assim se sabotam facilmente botando muitas coisas a perder, principalmente no amor. Basta um gesto que pareça com rejeição e pronto: é aquele drama. Foram poucas as mulheres que encontrei com a auto-estima de Prático, o porquinho inteligente. São auto-estimas trabalhadas, construídas com cimento e tijolos, praticamente inabaláveis. A má notícia é que posso contar nos dedos essas mulheres. Uma pena mesmo... Vira e mexe transito pela casa de palha, de madeira e, às vezes, de tijolo no amor.
Mas se ainda transito tanto é porque preciso construir melhor o meu gostar, o meu aceitar. A melhor forma de fazer isso é quando você está só, solteira. E a maioria das mulheres pensa exatamente o contrário, que é preciso ter um homem ao lado para se sentir amada, para sentir-se valorizada. Terrível engano. Quando estamos só temos todo o tempo do mundo para a gente, pra se reconstruir, para aumentar nosso autoconhecimento. Quando você se liberta do pavor de ficar sozinha é aí que começa o seu verdadeiro processo de se amar. Dói no começo, mas depois é bom demais. Então, que resposta você se dá? Sua auto-estima é como a casa de palha, de madeira ou de tijolos – dos Três Porquinhos? Se a resposta for a 1 e a 2, minha pergunta é: onde está a sua pá? Chega de drama e vamos botar a mão na massa!


(Gisela Rao)

You Can't Hurry Love (Phil Collins)





I need love, love
Ooh, ease my mind
And I need to find time
Someone to call mine;

My mama said
You cant hurry love
No, youll just have to wait
She said love dont come easy
But its a game of give and take
You cant hurry love
No, youll just have to wait
Just trust in a good time
No matter how long it takes

How many heartaches must I stand
Before I find the love to let me live again
Right now the only thing that keeps me hanging on
When I feel my strength, ooh, its almost gone

I remember mama said
You cant hurry love
No youll just have to wait
She said love dont come easy
Its a game of give and take
How long must I wait
How muck more must I take
Before loneliness
Will cause my heart, heart to break

No, I cant bear to live my life alone
I grow impatient for a love to call my own
But when I feel that i, I cant go on
Well these precious words keep me hanging on

I remember mama said
You cant hurry love
No, youll just have to wait
She said love dont come easy
Well, its a game of give and take
You cant hurry love
No, youll just have to wait
Just trust in a good time
No matter how long it takes, now break!

Now love, love dont come easy
But I keep on waiting
Anticipating for that soft voice
To talk to me at night
For some tender arms
Hold me tight
I keep waiting
Ooh, till that day
But it aint easy (love dont come easy)
No, you know it aint easy

My mama said
You cant hurry love
No, youll just have to wait
She said love dont come easy
Its a game of give and take

Frase do Milênio

Pode ir se foder-se a si proprio com sua pessoa sozinho a sós através de seu eu-lirico interior pessoal! (mas use camisinha!)

(Daniel Borges Coelho)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A fita métrica do Amor

Como se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.
Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.


(Martha Medeiros)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Amor próprio




Amor próprio e se dar valor é vc saber que você merece um tratamento decente, porque é uma pessoa q faz por merecer. Que não se baixa a um nivel qualquer, e faz com que os outros tenham que se desdobrar para ter uma chance.


(Daniel Borges Coelho)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma resposta as lésbicas


Recebi via email uma critica muito boa de um pequeno enorme amigo meu, Raoni Carrara. Gostaria de compartilha-lho, após ele ter autorizado posta-lo aqui...



"Uma resposta as lésbicas ,

Afiando a língua , e deixando a coisa numa linguagem objetiva , me vejo disposto a fazer algumas observações sobre esse modismo recente , o lesbianismo .

Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que não sou contra o bi sexualismo ,homossexualismo ou qualquer outra forma alternativa de relacionamentos ( exceto a zoofilia que ai o pobre do animal não tem poder de escolha nenhuma ) . O que me deixa inquieto é a postura agressiva e irritante desse movimento liberal promovido pelas mimadas decepcionadas . Sim , mimadas decepcionadas . A grande moda do mundo jovem é se aventurar ao sexo semelhante . São loirinhas com loirinhas ,ruivinhas com ruivinhas ,piercing em lugares ousados com tatoos da moda .Legal ! Interessante ! Divertido ! Bonito até !

Feio fica quando elas se sentem possessivas, ciumentas, infantis ,pueris , bobas e até anormais . As novinhas decepcionadas, são garotinhas mimadas que se acostumaram a ter tudo o que querem, o homem que queriam ter , a calcinha sexy pra se sentir mulher . Só que muitas tomaram um grande S dos canalhas bem remunerados ( bem feito ), homem não gosta de mulheres mimadas . Gostam de atitude , de força , determinação e inteligência , gostam de mulheres sexys , não de meninas de calcinha . A partir de então resolveram se beijar , se consolar , se tocar , se fuder! Nesse contexto interessante , se revoltam não contra o sexo masculino mas contra qualquer forma de relacionamento Homem X mulher . Começam a criticar um beijo de verdade ,a se coçar quando vêem um abraço de um casal que deu certo , sentem ciúmes até do namorado que fode com a namorada, ou do pai que fode com a mãe .O pior ,tentam convence la de que colar velcro é mais gostoso ou que o vibrador da moda leva café da manha na cama . . Acho sinceramente que o combustível desse movimento feminista é a inveja ,o fomentador seria o recalque , a falta de instruções e de personalidade as grandes caronas desse carro desgovernado e de direção obtusa .A mesma palhaçada da moda que cisma em ditar nossos comportamentos cotidianos

Creio que quase toda lésbica ainda sonha em encontrar um homem que a ame , de carinho , atenção , que seja honesto e fiel . Ora eu concordo que ta escasso ,mas há suas exceções .

O Lesbianismo, neste universo fragmentado em situações infantis ,numa engrenagem cruel e também perversa , porque não perdoa e afunda a lamina até seu corte final , vive alimentado pela falta familiar , pela incoerência televisiva ,pelo incentivo das mentes rebeldes . O circo esta montado .Educadas com seus mestres, não perdem a menor oportunidade de rotular ( pré julgar ), e sem dúvida e fazendo justiça ,são rotuladas . Daí vem o cinismo , os comentários , os risinhos infatis do tipo : “_olha que boba , não sabe que ele ta traindo ela . Nós é que somos felizes!” São ?!

Pra falar a verdade , acredito no amor entre mulheres , mas são raros os verdadeiros . Na grande maioria não passa de modismo babaca acompanhado cujo catalisador são as novinhas decepcionadas . Junta essa mistura enjoativa , e veja no que da!! Hipócritas, preconceituosas , altamente seletivas e escrotas no tratamento homem x mulher . Ora se são lésbicas ,que vão pro inferno com seus rótulos e suas descriminações aos casais que dão certo . Deveriam era encontrar suas razoes , suas verdades , seus motivos e emoções para serem felizes sejam estas emoções juntas da fêmea que as ama , ou do homem que sempre te despertou desejos e emoções fortes . As lésbicas se gabam de que saíram do armário ,de que assumem seus atos . Assumem mesmo ? Ou escondem suas decepções virando lésbicas? Se mostrando seguras, donas de si , poderosas e independentes. O desfile de máscaras é interessante ,sem dúvida , quase engana . A verdadeira saída do armário seria assumir suas fraquezas de meninas mimadas , assumir suas decepções , e continuar buscando o que sempre quiseram ou irão querer . Volto ainda a frisar , que me perdoem as verdadeiras lésbicas , as inteligentes , as que se amam e respeitam o próximo .

. Não conheço muito desse mundo e falo com a visão de quem vê de fora , esterilizado e hostilizado por essa classe nova , me vejo no dever de praticar a democracia supostamente vigente nesse país . A provocação existe , é uma resposta a atitudes tolas dessa classe .A pouco tempo atrás me vi hostilizado por um grupo delas , e meu único crime foi foi ser namorado de minha namorada . Imagina uma corte de lésbicas? Quem deveria ser meu advogado ? O DIABO ?Acho que ele não aceitaria o caso !!!Que deus nos ajude....

Estes são meus pensamentos , podem e devem mudar , devo estar próximo de 80 % da não verdade ,provocado por “axismos “ e visões limitadas de quem não conhece esse universo....mas se são essas as impressões que me passam , por que não repensar um pouco na escultura que estão lapidando ? Se o monstro é tão feio , que mostre sua cara sem maquiagem ..

Grande Abraço ,

Raoni Carrara"

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Frase do Dia


O que importa não é ser o primeiro, importante é ser o melhor...

(Daniel Borges Coelho)

segunda-feira, 16 de março de 2009

As possibilidades perdidas



AS POSSIBILIDADES PERDIDAS
20 de agosto de 2002

Martha Medeiros


Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.



Canção

Viver nao dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o proprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.


(Emilio Moura)