segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dia Internacional de Combate à Homofobia, 17 de maio na Praia de Ipanema



No dia em que o mundo inteiro comemorará a retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças pela OMS (17 de maio), o Rio de Janeiro realizará sua caminhada solene pelo Dia Mundial de Combate à Homofobia e pela paz. O 17 de maio fluminense será marcado por um ato pacifista, que contará com cerca de 3.000 flores que formarão a bandeira do Brasil, em memória dos assassinatos cometidos em decorrência de orientação sexual e identidade de gênero. A marcha terá a presença de diversas personalidades, como o Ministro Carlos Minc, e representantes de direitos humanos. Ela se dará na Praia de Ipanema, com início na Rua Vinícius de Moraes (concentração ás 15h) e fim na Farme de Amoedo, quando será formada a bandeira brasileira de flores. A boate 1140 (Praça Seca) será o cenário da festa que marcará o fim da manifestação.

domingo, 10 de maio de 2009


Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter.
Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje. Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina. E vice-versa.
Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos.
Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil... e choro também!

(Tati Bernardi)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Olhe para os dois lados


Gastei um tempo pensando em como começar a expressar o que eu estou passando. Procurei músicas, poemas, cronicas, textos... Alguns até chegam perto, mas ainda não era aquilo...
Resolvi escrever eu então. E começo com uma conversa interna: 'O que você quer?'
Pergunta chave.
Na maioria das vezes a minha decisão era baseada no outro, no que o outro queria, no que ele não queria, no que ele sentia e no que ele não sentia. Tomar uma decisão independente era a única coisa que eu não fazia. E sempre dava errado. Sempre sofria mais por isso. Nunca sabia exatamente o porque.
Parei, pensei, pensei mais, pensei mais um pouco, pensei mais ainda... Chorei. Enxuguei as lágrimas, pensei mais um pouco, e decidi. Olhei para dentro, porque olhar para fora não era mais a solução.
Gastei tempo demais olhando para o outro e esquecendo que era p/ mim que eu tinha que olhar.
Achava que se eu olhasse para mim ia deixar de olhar para o outro, e quando na verdade, eu me perdia olhando para um lado só. É como atravessar a rua... olhe para os dois lados...

Cuidado! Não pare no meio da rua! Continue andando...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Autoestima e a Síndrome dos Três Porquinhos



Auto-estima é um assunto tão falado hoje em dia que chega a encher o saco. Dá vontade de dar um peteleco nas pessoas que viram do nada pra você e dizem: “Você precisa se gostar, ter uma auto-estima alta!”. Bom, a ouvinte, que já se acha um pano de prato ambulante, certamente tem vontade de se enfiar mesmo debaixo da pia, afinal parece tão simples se gostar e ela não consegue. Parece que é tão fácil quanto apalpar um mamão na feira ou comprar um moletom do Mickey, na Disneylândia. Mas, não é! Se gostar, enquanto a maré inteira tenta te convencer de que você não é magra o suficiente, não é linda o suficiente, não é sexy o suficiente, não é bem sucedida o suficiente... é dose! É como remar dentro de um caiaque no meio do tsunami. Na minha opinião, auto-estima é um negócio que se constrói de pouquinho, tijolo por tijolo... Não de uma vez só, na porrada.
Gosto de comparar a auto-estima à fábula dos Três Porquinhos. Às vezes, encontro mulheres com a auto-estima como a casa de palha de Cícero, o porquinho preguiçoso, completamente frágeis e, mesmo assim, arrastando trens por homens que, num simples sopro, as destroem em pedacinhos. Também encontro mulheres como a casa de madeira do porquinho Heitor, com a auto-estima média, um pouco de insegurança, um pouco de firmeza, mas mesmo assim se sabotam facilmente botando muitas coisas a perder, principalmente no amor. Basta um gesto que pareça com rejeição e pronto: é aquele drama. Foram poucas as mulheres que encontrei com a auto-estima de Prático, o porquinho inteligente. São auto-estimas trabalhadas, construídas com cimento e tijolos, praticamente inabaláveis. A má notícia é que posso contar nos dedos essas mulheres. Uma pena mesmo... Vira e mexe transito pela casa de palha, de madeira e, às vezes, de tijolo no amor.
Mas se ainda transito tanto é porque preciso construir melhor o meu gostar, o meu aceitar. A melhor forma de fazer isso é quando você está só, solteira. E a maioria das mulheres pensa exatamente o contrário, que é preciso ter um homem ao lado para se sentir amada, para sentir-se valorizada. Terrível engano. Quando estamos só temos todo o tempo do mundo para a gente, pra se reconstruir, para aumentar nosso autoconhecimento. Quando você se liberta do pavor de ficar sozinha é aí que começa o seu verdadeiro processo de se amar. Dói no começo, mas depois é bom demais. Então, que resposta você se dá? Sua auto-estima é como a casa de palha, de madeira ou de tijolos – dos Três Porquinhos? Se a resposta for a 1 e a 2, minha pergunta é: onde está a sua pá? Chega de drama e vamos botar a mão na massa!


(Gisela Rao)

You Can't Hurry Love (Phil Collins)





I need love, love
Ooh, ease my mind
And I need to find time
Someone to call mine;

My mama said
You cant hurry love
No, youll just have to wait
She said love dont come easy
But its a game of give and take
You cant hurry love
No, youll just have to wait
Just trust in a good time
No matter how long it takes

How many heartaches must I stand
Before I find the love to let me live again
Right now the only thing that keeps me hanging on
When I feel my strength, ooh, its almost gone

I remember mama said
You cant hurry love
No youll just have to wait
She said love dont come easy
Its a game of give and take
How long must I wait
How muck more must I take
Before loneliness
Will cause my heart, heart to break

No, I cant bear to live my life alone
I grow impatient for a love to call my own
But when I feel that i, I cant go on
Well these precious words keep me hanging on

I remember mama said
You cant hurry love
No, youll just have to wait
She said love dont come easy
Well, its a game of give and take
You cant hurry love
No, youll just have to wait
Just trust in a good time
No matter how long it takes, now break!

Now love, love dont come easy
But I keep on waiting
Anticipating for that soft voice
To talk to me at night
For some tender arms
Hold me tight
I keep waiting
Ooh, till that day
But it aint easy (love dont come easy)
No, you know it aint easy

My mama said
You cant hurry love
No, youll just have to wait
She said love dont come easy
Its a game of give and take

Frase do Milênio

Pode ir se foder-se a si proprio com sua pessoa sozinho a sós através de seu eu-lirico interior pessoal! (mas use camisinha!)

(Daniel Borges Coelho)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A fita métrica do Amor

Como se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.
Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.


(Martha Medeiros)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Amor próprio




Amor próprio e se dar valor é vc saber que você merece um tratamento decente, porque é uma pessoa q faz por merecer. Que não se baixa a um nivel qualquer, e faz com que os outros tenham que se desdobrar para ter uma chance.


(Daniel Borges Coelho)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma resposta as lésbicas


Recebi via email uma critica muito boa de um pequeno enorme amigo meu, Raoni Carrara. Gostaria de compartilha-lho, após ele ter autorizado posta-lo aqui...



"Uma resposta as lésbicas ,

Afiando a língua , e deixando a coisa numa linguagem objetiva , me vejo disposto a fazer algumas observações sobre esse modismo recente , o lesbianismo .

Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que não sou contra o bi sexualismo ,homossexualismo ou qualquer outra forma alternativa de relacionamentos ( exceto a zoofilia que ai o pobre do animal não tem poder de escolha nenhuma ) . O que me deixa inquieto é a postura agressiva e irritante desse movimento liberal promovido pelas mimadas decepcionadas . Sim , mimadas decepcionadas . A grande moda do mundo jovem é se aventurar ao sexo semelhante . São loirinhas com loirinhas ,ruivinhas com ruivinhas ,piercing em lugares ousados com tatoos da moda .Legal ! Interessante ! Divertido ! Bonito até !

Feio fica quando elas se sentem possessivas, ciumentas, infantis ,pueris , bobas e até anormais . As novinhas decepcionadas, são garotinhas mimadas que se acostumaram a ter tudo o que querem, o homem que queriam ter , a calcinha sexy pra se sentir mulher . Só que muitas tomaram um grande S dos canalhas bem remunerados ( bem feito ), homem não gosta de mulheres mimadas . Gostam de atitude , de força , determinação e inteligência , gostam de mulheres sexys , não de meninas de calcinha . A partir de então resolveram se beijar , se consolar , se tocar , se fuder! Nesse contexto interessante , se revoltam não contra o sexo masculino mas contra qualquer forma de relacionamento Homem X mulher . Começam a criticar um beijo de verdade ,a se coçar quando vêem um abraço de um casal que deu certo , sentem ciúmes até do namorado que fode com a namorada, ou do pai que fode com a mãe .O pior ,tentam convence la de que colar velcro é mais gostoso ou que o vibrador da moda leva café da manha na cama . . Acho sinceramente que o combustível desse movimento feminista é a inveja ,o fomentador seria o recalque , a falta de instruções e de personalidade as grandes caronas desse carro desgovernado e de direção obtusa .A mesma palhaçada da moda que cisma em ditar nossos comportamentos cotidianos

Creio que quase toda lésbica ainda sonha em encontrar um homem que a ame , de carinho , atenção , que seja honesto e fiel . Ora eu concordo que ta escasso ,mas há suas exceções .

O Lesbianismo, neste universo fragmentado em situações infantis ,numa engrenagem cruel e também perversa , porque não perdoa e afunda a lamina até seu corte final , vive alimentado pela falta familiar , pela incoerência televisiva ,pelo incentivo das mentes rebeldes . O circo esta montado .Educadas com seus mestres, não perdem a menor oportunidade de rotular ( pré julgar ), e sem dúvida e fazendo justiça ,são rotuladas . Daí vem o cinismo , os comentários , os risinhos infatis do tipo : “_olha que boba , não sabe que ele ta traindo ela . Nós é que somos felizes!” São ?!

Pra falar a verdade , acredito no amor entre mulheres , mas são raros os verdadeiros . Na grande maioria não passa de modismo babaca acompanhado cujo catalisador são as novinhas decepcionadas . Junta essa mistura enjoativa , e veja no que da!! Hipócritas, preconceituosas , altamente seletivas e escrotas no tratamento homem x mulher . Ora se são lésbicas ,que vão pro inferno com seus rótulos e suas descriminações aos casais que dão certo . Deveriam era encontrar suas razoes , suas verdades , seus motivos e emoções para serem felizes sejam estas emoções juntas da fêmea que as ama , ou do homem que sempre te despertou desejos e emoções fortes . As lésbicas se gabam de que saíram do armário ,de que assumem seus atos . Assumem mesmo ? Ou escondem suas decepções virando lésbicas? Se mostrando seguras, donas de si , poderosas e independentes. O desfile de máscaras é interessante ,sem dúvida , quase engana . A verdadeira saída do armário seria assumir suas fraquezas de meninas mimadas , assumir suas decepções , e continuar buscando o que sempre quiseram ou irão querer . Volto ainda a frisar , que me perdoem as verdadeiras lésbicas , as inteligentes , as que se amam e respeitam o próximo .

. Não conheço muito desse mundo e falo com a visão de quem vê de fora , esterilizado e hostilizado por essa classe nova , me vejo no dever de praticar a democracia supostamente vigente nesse país . A provocação existe , é uma resposta a atitudes tolas dessa classe .A pouco tempo atrás me vi hostilizado por um grupo delas , e meu único crime foi foi ser namorado de minha namorada . Imagina uma corte de lésbicas? Quem deveria ser meu advogado ? O DIABO ?Acho que ele não aceitaria o caso !!!Que deus nos ajude....

Estes são meus pensamentos , podem e devem mudar , devo estar próximo de 80 % da não verdade ,provocado por “axismos “ e visões limitadas de quem não conhece esse universo....mas se são essas as impressões que me passam , por que não repensar um pouco na escultura que estão lapidando ? Se o monstro é tão feio , que mostre sua cara sem maquiagem ..

Grande Abraço ,

Raoni Carrara"

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Frase do Dia


O que importa não é ser o primeiro, importante é ser o melhor...

(Daniel Borges Coelho)

segunda-feira, 16 de março de 2009

As possibilidades perdidas



AS POSSIBILIDADES PERDIDAS
20 de agosto de 2002

Martha Medeiros


Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.



Canção

Viver nao dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o proprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.


(Emilio Moura)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Conselho de uma lagarta


A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.

"Quem é você?", perguntou a Lagarta.

Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: "Eu - eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.

"O que você quer dizer com isso?", perguntou a Lagarta severamente. "Explique-se!"

"Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora", respondeu Alice, "porque eu não sou eu mesma, vê?"

"Eu não vejo", retomou a Lagarta.

"Eu receio que não posso colocar isso mais claramente", Alice replicou bem polidamente, "porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso."

"Não é", discordou a Lagarta.

"Bem, talvez você não ache isso ainda", Alice afirmou, "mas quando você transformar-se em uma crisálida - você irá algum dia, sabe - e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?"

"Nem um pouco", disse a Lagarta.

"Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes", finalizou Alice, "tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.

"Você!", disse a Lagarta desdenhosamente. "Quem é você?"


(Alice no país das maravilhas/Lewis Carrol)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Fim de namoro

Sempre é ruim... Triste... Muitas vezes alivio p/ uns, mas p/ o outro lado tristeza...
As vezes dificil p/ os dois...
Confesso que não estou feliz... Mas me dê um tempo que estarei melhor.

Aqui, eu prefiro não dizer mais nada sobre isso. Deixo apenas a musica de Almir Sater p/ terminar esse momento e depois voltarei p/ recomeçar um outro...

:)


Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

(Tocando em Frente/Almir Sater)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Relato de um homem


" Tudo bem... queremos meninas legais, sexys, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas... Muito FÁCIL falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana... Tudo básico, até virar uma rotina sem graça... Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista... Você pensa: acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento.

E a boa menina se transforma numa MALA , e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular não dá vontade de atender... JÁ ERA. Daí aquela promessa de uma vida estável vai por água abaixo, e se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: o que foi que eu fiz ?? Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo... Aí a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite... ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos.

GRANDE DESILUSÃO. Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, gostosa, misteriosa, ficou contigo e nem sequer pediu o número do seu telefone...

FRUSTRAÇÃO. Daí, por mais que você não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás... ela podia ter seus defeitos, mas era uma menina legal... que ficaria ao seu lado te dando valor... Enquanto isso, a boa menina, chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela... Daí essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira raiva. Daí a menina manda tudo pra PUTA QUE PARIU !!!!!!!

Não quer mais saber de nada, só de sair, zoar, sair e beijar outros caras ! Resolve não se envolver mais, pra não sair mais uma vez lesada e machucada... Muito bem, acabamos de criar uma MONSTRA.

O tempo passa e continuamos na mesma... voltamos a reclamar da vida e das mulheres... Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós... ou será que nós é que fomos os cachorros???

Elas são assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente... Provavelmente nossa ex-boa menina deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí... E eu a perdi para sempre...

Ela virou uma mulher enlouquecedora, e a encontrei na balada. E ela? Nem olhou pra mim ( mas estava mais linda do que nunca! ) "

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A paixão segundo G.H



Como tudo de Clarice é bom, esse livro não seria diferente.
Mas no momento de minha vida, esse livro basicamente me traduz.
Clarice tem isso, de você ler um trecho, uma frase, e sentir quase que uma violação interna do seu eu. Como se ela estivesse dentro de você e te descrevesse com palavras.

Um trecho do livro:

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."


Download do livro:

http://www.4shared.com/file/71533965/d171acd3/Clarice_Lispector_-_A_Paixo_Segundo_G_H.html?s=1

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fica sempre um pouco de tudo


De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
― vazio ― de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.

(Drummond)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Silêncio...


Um momento de silêncio para a minha tristeza...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Óleo de Lorenzo



Eis um filme espetacular!

Oscar 1993 (EUA) Indicado nas categorias de Melhor Atriz (Susan Sarandon) e Melhor Roteiro Original. Globo de Ouro 1993, Indicado na categoria de Melhor Atriz - Drama (Susan Sarandon). Lorenzo levava uma vida normal até que aparecem diversos problemas de ordem mental, que são diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara e que provoca incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em pouco tempo. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para a doença . Começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença. O Óleo de Lorenzo é uma história verídica, de Lorenzo Odone, que aos oito anos começou a demonstrar os sintomas de rara doença genética e incurável, a adrenoleucodistrofia (ALD). Quando seus pais foram informados deste terrível diagnóstico do filho único, não se conformaram e iniciaram uma batalha científica para melhor entender o inimigo invisível que ia destruindo o cérebro de Lorenzo, deixando-o cego, surdo, paralítico, incapaz de engolir e de se comunicar. Diante do inesperado desengano dos médicos, eles decidiram estudar livros de medicina e os poucos artigos científicos da época. Tudo que pudesse ajudar na compreensão da ação desta doença e assim poder discutir com os médicos a melhor forma de tratamento para amenizar os sintomas de Lorenzo. Os pais de Lorenzo sem aceitar passivamente o diagnóstico passaram a se dedicar ao estudo dos mecanismos básicos celulares, buscando aprender e entender como as células do organismo funcionam. Passavam dias e noites em bibliotecas, mergulhados em livros numa época em que computadores pessoais e Internet praticamente não existiam. Quando eles acreditavam que haviam encontrado alguma informação relevante, procuravam médicos e professores dos cursos de medicina e discutiam com eles suas idéias, sempre buscando encontrar uma forma de tratamento que minimizasse o sofrimento de Lorenzo. As dificuldades encontradas foram enormes, desde preconceitos de profissionais por serem eles leigos em Bioquímica e Medicina; à impossibilidade de realização de testes em humanos, de tratamentos ainda não autorizados pelo FDA (Food and Drug Administration – Órgão que fiscaliza a saúde nos Estados Unidos). Uma luta intensa para encontrar parceiros químicos com competência para produzir a fórmula dos óleos que eles acreditavam que pudessem curar Lorenzo. A ALD se caracteriza pelo acúmulo de ácidos graxos saturados de cadeia longa (principalmente ácidos com 24 e 26 carbonos) na maioria das células do organismo afetado, mas principalmente nas células do cérebro, levando à destruição da bainha de mielina, que protege determinados neurônios. Sem a mielina, eles perdem a capacidade de transmitir corretamente os estímulos nervosos que fazem o cérebro funcionar normalmente e aí surgem os sintomas neurológicos da doença. O óleo de Lorenzo é uma mistura de dois ácidos graxos insaturados, o ácido oléico (C18:1) e ácido erúcico (C20:1), cujo metabolismo se sobrepõe ao dos saturados, evitando assim o seu acúmulo. Para chegar a isso, os pais de Lorenzo estudaram os resultados de muitas pesquisas na época, inclusive feitas em animais. Eles sabiam, por exemplo, que o óleo é tóxico para ratos, levando-os à morte, mas tiveram a coragem de ministrar em seu filho e mostrar ao mundo que o óleo é inofensivo aos humanos e que podia reverter e principalmente evitar os efeitos catastróficos da ALD. A família ainda enfrenta dificuldades com o FDA, que até hoje não autorizou o uso em humanos. O óleo é hoje produzido por uma companhia inglesa, e o Sr. Odone não recebe nenhuma porcentagem das vendas .


Augusto Odone recebeu um diploma honorário de medicina por suas contribuições na área da pesquisa. Atualmente, é o presidente da "The Myelin Project", uma fundação sem fins lucrativos incentiva pesquisa para adrenoleucodistrofia.

Michaela, sua esposa, faleceu de cancer, em 12 de junho de 2000, em Fairfax, onde morava com Augusto, Lorenzo e Omuri.

Lorenzo Odone morreu em Fairfax, VA, um dia após seu 30º aniversário.

Apesar de Augusto Odone ter desenvolvido toda a pesquisa e de ter desvendado o mecanismo bioquímico responsável pela adrenoleucodistrofia, até hoje tem que pagar pelo "Óleo de Lorenzo", que custa a bagatela de US$ 56 a garrafa de 500 ml, e que só pode ser prescrito por médicos autorizados por Kennedy Krieger.

O custo do óleo é de US$ 350,00.


Fotos reais









terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Bom dia!!!


Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...



(Gonzaguinha/O Que É, O Que É?)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Amizade... Tempo...

Recebi um email de uma amiga da minha ex faculdade.
Fazia tempo que não falava com ela, e me bateu uma saudade... Nossa!
Lembro do 1° vez que a vi. Entrei na sala no 1° dia de aula, e logo bati o olho nela. Sem explicação pensei: 'com certeza seremos amigas'.
E não foi diferente.
Queria tanto que fôssemos mais presentes na vida uma da outra...
Mas amizade não é se ver todo dia, ir p/ night. Amizade é um sentimento. Não importa a distancia nem o tempo.
Na internet tem muitas definições de amizade. Escolhi 'Loucos e Santos', cuja a autoria não é de Oscar Wilde como muitos dizem, mas de Marcos Lara Resende :


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade
sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto,
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.